Inteligência Artificial
Inovação e desenvolvimento tecnológico sempre foram pilares na prática do STJ.
Saiba como o Tribunal aplica a IA no seu dia a dia.
frequentes?
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Como o STJ usa a IA
O Superior
Tribunal de Justiça incorpora a Inteligência Artificial em sua
atuação desde 2018. O pioneirismo do Tribunal na utilização da
IA foi possível devido ao trabalho de digitalização iniciado em
2009, o que propiciou a criação do primeiro processo inteiramente digital do
Brasil.
Desde então, o STJ vem desenvolvendo diversos produtos que
utilizam Inteligência Artificial e que são amplamente empregados
em várias de suas unidades.
Essa implementação busca dar celeridade à justiça, evitar o
acúmulo de processos e tornar o Poder Judiciário cada vez mais
eficiente em sua prestação jurisdicional.
Principais usos da IA no STJ:
Organização e triagem de processos
Agilidade e precisão na classificação e triagem de processos.
Sugestão de ementas, relatórios e outras minutas
Otimização na criação de documentos padronizados e personalizados.
Perguntas Frequentes
Para que o STJ utiliza IA?
Para acelerar e organizar o trabalho: classificar processos, identificar temas repetitivos, gerar minutas de decisão, detectar padrões e relacionar julgados.
Como o STJ prepara seus servidores e colaboradores para a
utilização da IA?
Consoante o disposto na Resolução n. 615/2025 do CNJ, o STJ busca não somente implementar novas tecnologias, mas também investir na capacitação contínua das colaboradoras e colaboradores que as utilizam. Para isso, são oferecidos diversos cursos e treinamentos sobre as ferramentas de IA disponíveis no Tribunal, sempre enfatizando o manejo consciente, responsável e o devido cuidado com os dados pessoais.
Quais os
dados utilizados pelo STJ Logos?
O STJ Logos foi personalizado para o uso exclusivo do
Superior Tribunal de Justiça, a fim de desenvolver um
motor de IA passível de utilização em aplicações
elaboradas de acordo com as demandas internas, o que
permite uma contextualização do aprendizado à realidade da
Corte. Isso acontece principalmente das seguintes
formas:
· Contextualização jurídica – o modelo
recebe instruções para agir como um especialista em
Direito, usando a linguagem técnica da área e entendendo
como funcionam as leis, normas e decisões judiciais no
Brasil.
· Alimentação com dados internos – o
modelo também é abastecido com informações específicas do
STJ, como acórdãos, petições e legislação própria, o que o
torna ainda mais preciso e útil para o trabalho jurídico.
Desse modo, no dia a dia, as aplicações do STJ Logos
consultam a base processual e jurisprudencial interna do
STJ. No caso do Painel de Controle, o usuário deve, ainda,
selecionar as peças específicas com as quais deseja
conversar. A consulta é, então, direcionada e restrita ao
contexto do Tribunal.
O sistema Sócrates é um sistema separado do Athos?
Não. O Sócrates 1.0 é a interface web do Athos voltada para Gabinetes de Ministro. Ele permite a triagem de processos, o agrupamento de matérias e a busca de precedentes.
Quais
ferramentas de IA do STJ estão disponíveis para os
cidadãos (usuários externos)?
A plataforma Corpus927, lançada em 2018 pela parceria entre o STJ e a Enfam, está disponível para usuários externos. O sistema centraliza em uma única base de dados as decisões vinculantes e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do STJ. Assim, busca-se democratizar o acesso à informação não apenas à comunidade jurídica, mas também à sociedade como um todo.